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  • Stenio Moura

Afinal, somos um time?


Não são raras as vezes que situações que acontecem no campo profissional me aparecem como perfeitas para comparar com o campo de futebol. Já dividi muitas vezes com pares, visões e analogias para comparar um mundo com o outro. Mas será que o campo futebolístico está imitando a vida profissional, a vida profissional está imitando o campo, ou na verdade estamos falando de um mesmo campo cultural onde todas as ações são pautadas pelas mesmas motivações?


Independentemente do que acontece, dá pra colocar um time de uma empresa em comparação ipsis litteris com um time de futebol. E é essa a proposta de uma série de artigos que escreverei para colocar os dois campos lado a lado.


Porém, a série não será apenas para falar de equipe, mas também, e principalmente, para falar sobre qual estratégia usar a cada movimento do jogo e quais escolhas precisamos fazer a todo momento.


Partindo da premissa, referenciando a Sandbox, que estratégia é saber que jogo você quer jogar e quais peças vai escolher para vencer, é possível abordar de diversas formas o comparativo entre futebol e negócios. Esse texto se destina ao começo de tudo, como disse, que jogo queremos jogar e quais peças selecionaremos.


Qual o objetivo de um jogo de futebol? Por que ele existe? Não tenha medo de responder.


Fazer gols? Sim.


De preferência, mais do que o adversário. Só assim você ganha o jogo. Então ganhar o jogo é o principal objetivo? SIM!


Significa que você precisa sair atacando que nem doido ou só ter atacantes no time? Claro que não.Nos negócios o objetivo é Goal também (como nossa geração gosta de chamar metas e objetivos).


Cabe às empresas selecionar o melhor time para cumprir o objetivo que é ganhar o jogo que se esta jogando.Mas qual jogo estamos jogando?


Essa é a pergunta-chave. Precisamos entender em qual mercado de fato estamos e quais são nossos competidores. Saber identificar suas qualidades enquanto time, extrair o melhor de cada jogador e, como time, trazer a melhor performance possível para vencer o jogo.Significa que irá destruir seu concorrente? Não.


Você vai jogar para vencer o SEU JOGO.


O grande ponto aqui é definir qual jogo se quer jogar. Muitas vezes queremos estar em todos os jogos e é óbvio que, assim, é impossível ganhar. Imagine que um time de futebol queira jogar um futebol de toque de bola rápido e envolvente, para marcar o maior número de gols possível. Não faz sentido ter, por exemplo, um meio campo recheado de excelentes volantes marcadores. É preciso deixar o time mais leve, uma vez que a filosofia e proposta de jogo é de toque de bola. Mesmo que aqueles volantes sejam incríveis marcadores, não faz sentido para o jogo que se quer jogar. É preciso abrir mão em pról do objetivo central definido, ou melhor, do jogo que se quer jogar.


No mundo dos negócios é igual. Se queremos um time que alcance resultados além da expectativa, com entregas diferentes das conhecidas no mercado, inovando o tempo inteiro, trazendo soluções criativas, é necessário termos um time que pense dessa forma, e criarmos um ambiente propenso a esse tipo de mentalidade, onde os jogadores colaboradores tenham espaço para implementar soluções novas - ir além.


O que não dá é para uma empresa querer inovar o tempo inteiro e trazer soluções diferentes para o mercado, com uma mentalidade de não incentivar a ousadia, inovação e a principalmente um ambiente com a mentalidade de responsabilização, no sentido de culpa. Onde a responsabilização sob esse olhar impera, sempre haverá um culpado e um salvador da pátria. E isso não não faz o menor sentido existir.


Afinal, somos um time ou não?



Stenio Moura

Business Leader

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