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  • Stenio Moura

Ainda dá pra ser feliz trabalhando em agência?


Poderia começar esse artigo com frases de impacto. Mas prefiro ir para uma linha mais pragmática da felicidade.


Uma pesquisa da Deloitte de 2018 apontou que empresas com índice de felicidade alto, tem 61% de aumento de produtividade e resultados financeiros.


Disse isso para convencer os céticos antes de entrar no que interessa.


Vivemos em um mundo em constante mudança. Quanto a isso, sem novidades.


Mas, junto com o mundo mudando, somos exigidos cada vez mais a sermos melhores, mais produtivos, mais engajados, mais flexíveis e, claro, mais felizes.


Afinal, quem não quer ser feliz?


Agora eu te pergunto.


Trabalhando em um mercado em que todos dizem estar em xeque, será mesmo possível encontrar essa tal felicidade no meio desse caos? No meio de tanta incerteza?


Antes de tentar responder essa pergunta de 1 milhão de dólares, eu quero definir o que é felicidade.


Para isso, me apoio na definição da PhD de Standford e autora de "The How of Happiness", Sonja Lyubomirsky: "Felicidade é uma experiência de alegria, contentamento ou bem-estar positivo combinado a uma sensação de que a vida é boa, significativa e valiosa."


E você me pergunta agora: "Tá, mas o que isso tem a ver com ser feliz na agência?"


E eu respondo: TUDO!


Se quisermos mesmo transformar a forma como estamos lidando com o nosso dia a dia, precisamos transformar a forma como as pessoas vivem o dia a dia delas dentro da agência (ou remotamente). Precisamos trazer significado, experiência e, mais do que nunca, fazer com que as pessoas sintam que acordar todos os dias para trabalhar e entregar um job, vale a pena sim.


Vale a pena porque cada pequena atitude, multiplicada por cada colaborador, gera um resultado imenso no negócio da agência. Pode soar clichê mas, quando queremos realmente transformar o estado atual, é possível sim. Mas, definitivamente, essa mudança começa em cada um de nós.


Se construirmos, a partir de cada um, novas experiências para o nosso dia dentro das agências, teremos um mercado melhor. Não porque o mercado em si mudará, mas quem mudará seremos nós, as pessoas.


Há uma frase que gosto de me apoiar quando falo de pessoas, que é do mais que conhecido Simon Sinek: "100% dos clientes são pessoas. 100% dos colaboradores são pessoas. Se você não entende de pessoas, você não entende de negócios."


E, a partir desse conceito, quero trazer um pouco de uma equação que nunca fechou na minha cabeça.


Trabalhei em agências incríveis do pontos de vista de negócios e que acabavam com a vida das pessoas. Também trabalhei em lugares onde as pessoas estavam acima de tudo e, por algum motivo, eles não prosperaram financeiramente. E a dúvida sempre ficou no ar: "Afinal, é impossível ter um lugar onde há esse equilíbrio?"


Eu sei, você vai dizer que sim, que existem vários lugares que já são super equilibrados, mas normalmente há sempre uma escolha a ser feita em algum momento crítico.


Quando o mar está tranquilo, o capitão acha tudo lindo. Os marinheiros são ótimos, temos suprimentos suficientes e o dono da embarcação está feliz. Mas quando o mar começa a agitar e decisões precisam ser tomadas, o capitão começa a ter que escolher entre manter a embarcação de pé, mesmo que tenha que se desfazer de alguns marinheiros. Há vezes que os suprimentos são escolhidos, porque: "nem precisamos mesmo de tantos marinheiros, temos comida para nós aqui por um bom tempo."


Digo isso porque sempre faltou uma peça pra mim. Ou era muito pra um lado ou era muito para o outro lado. E aí, depois de 15 anos buscando, encontrei a solução dessa equação, que apresento agora para vocês:


"Que bobagem é essa Stenio? Resultado a gente já tem"


Se você está construindo seus resultados sem pensar nas pessoas e sem pensar no contexto para elas entregarem o melhor que elas podem dar, eu sinto lhe dizer, mas seu resultado não é sustentável.


Não acredita. Então vai mais punhado de dados pra você.


Empresas mais felizes retém 44% mais talentos.


Empresas mais felizes têm 55% menos rotatividade de colaboradores.


Empresas mais felizes tem 98% dos colaboradores se sentindo mais identificados com os valores da organização.


Empresas mais felizes têm 125% menos taxas de burnout na equipe


Empresas mais felizes têm 186% mais pessoas falando bem dela.


Estou trazendo dados, porque sim, é importante que a gente não somente fale sobre felicidade dentro das agências, mas que a gente comece a fomentar esse pensamento na prática.


E, para não terminar um artigo com uma pergunta, preferi deixar uma sugestão. Uma não, três:


1. Comece agora todas as reuniões de trabalho perguntando como os colaboradores estão se sentindo. Isso vai trazer segurança psicológica para todos imediatamente. É bom falar, mas é melhor ouvir como cada um está. Seja o líder da rede de apoio do lugar que você trabalha.


2. Crie experiências positivas no dia. Não precisa de pirotecnia. Precisa de vontade para fazer. Crie momentos de gratidão, momentos de elogios, valorize o que cada um faz, por menor que possa parecer a contribuição. Dê sentido ao trabalho de cada pessoa com quem você se relaciona diariamente.


3. Não desista. É a terceira sugestão porque é a mais importante. Muito fácil começar qualquer coisa. Difícil é persistir quando tudo jogar contra.


O mar vai agitar e você vai ter a chance de dispensar alguns marinheiros para manter suprimentos dentro do barco e também a embarcação linda e com a pintura perfeita. Você terá mais uma vez a oportunidade de fazer a coisa certa.


Que coisa? Escolher as pessoas.


Se você não entende de pessoas, você não entende de negócios.


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Fui!


Stenio Moura

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