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  • Stenio Moura

"EU ALGORITMO"​


Você já se deparou com aquela sensação que está sendo observado, e que tudo que você fala, logo depois aparece na sua rede social em forma de propaganda, de recomendação de uma nova amizade, de uma oferta imperdível para aquela viagem que passou pela sua cabeça há 5 minutos?


Algoritmos trabalhando a todo vapor em machine learning para prever seu comportamento e te oferecer aquilo que você vai querer e que você nem mesmo tinha se dado conta de que queria.


Todo esse aprendizado vem sendo usado pela indústria de produtos e serviços e, principalmente por nós, pessoas de negócios.


Mas e se invertermos a lógica e analisarmos sob um novo olhar?


Estamos há pelo menos 25 anos em uma mudança de mundo, mudança de relações profissionais, lançamentos e falências de novas empresas e produtos a cada dia. Estamos aprendendo a conviver com uma série de novas tecnologias que nascem ultrapassadas, com informações e dados mostrando que o café um dia faz bem, no outro faz mal e assim consecutivamente a cada artigo postado em uma revista especializada ou por um influenciador do setor.


Paralelamente a isso, os algoritmos, apenas dentro do ambiente digital por enquanto,, estão trabalhando por nós e tomando as decisões de consumo e comportamento que, na maioria das vezes, deveriam ser nossas, ou que deveríamos ter autonomia de escolha, mesmo porque nos conhecendo melhor, delegaríamos menos a eles.


Então, como está a sua corrida algorítmica?


Vamos usar o algoritmo ou vamos deixar que ele nos use?


Muito se discute e se discursa sobre agir, aprender rápido com o erro, e refazer.

Isso não significa esquecer do planejamento, da estratégia e da visão de longo prazo.

Mas significa, em profundidade, entender como você, em relação à você mesmo, age, aprende rápido com seus erros, corrige e lança sua nova versão a cada experiência passada e vivida. Autoconhecimento profundo para não ser pego de surpresa por um algoritmo que sabe mais de você do que você próprio.


Não entendeu?

Então aí vão alguns exemplos:


SEU ALGORITMO NOS NEGÓCIOS

Você acaba de sair de uma reunião onde apresentou um projeto que estava confiante e seguro. O cliente recusou a proposta porque analisou que faltavam dados de comportamento de consumidor mais profundos que pudessem justificar a execução do plano.


O que você faz?

Volta pro projeto e entende que entendimento profundo do comportamento é fundamental para poder prever cada movimento do consumidor naquele negócio e, assim, executar bem os planos.


Seu algoritmo entendeu o caminho, aprendeu, voltou, e no próximo movimento similar, não errará essa ação.

Ok. Mas e na vida fora dos negócios?


SEU ALGORITMO NA VIDA

Você acaba de discutir com o seu pai/filho/marido/esposa/companheirx. No meio da discussão, você percebe que a outra pessoa tem sempre uma forma de responder aos seus questionamentos (digamos que nesse caso seja dizendo que você sempre a acusa de ser culpada por algo). Uma vez que você desenvolveu o aprendizado sobre o padrão de comportamento nas respostas, você passa a mudar a abordagem de conversa com essa pessoa, tornando o diálogo mais saudável.


Seu algoritmo, mais uma vez, entendeu o caminho para performar melhor e entregar um melhor resultado.


Não importa o exemplo ou situação, o algoritmo que tanto falamos em diversos caminhos na internet não é o mesmo, mas se comporta da mesma forma que o seu.


A propósito. Os algoritmos são únicos e diferentes entre si também. Ou seja, cada um percorre uma jornada de aprendizado com um início, e vai até uma capacidade alta de aprendizado para performar muito bem em determinado assunto.


Com a gente é a mesma coisa. Meu algoritmo é diferente do seu. Aprendemos por caminhos diferentes e experiências diversas. Fato é que se entendermos que estamos otimizando nosso algoritmo a cada situação, com certeza chegaremos à maior performance em um menor tempo possível. É treiná-lo e preenchê-lo com aprendizado.


E você, vai construir seu próprio algoritmo ou vai continuar delegando?



Stenio Moura

Business Leader

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