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  • Stenio Moura

O que vejo na #BlackFriday...


Todo ano é a mesma coisa. A expectativa é grande. As pessoas ficam em frente às suas telas esperando meia-noite. Aguardam ansiosamente pela virada cheia de planos e sonhos.

Não estamos falando da virada do ano, mas sim da #BlackFriday.


E todo ano vejo a mesma coisa tanto por parte dos consumidores como por parte do varejo/indústria/mercado.


A data é simbólica e dizem que teve origem no início dos anos 90 na Filadélfia , quando a polícia local chamava de Black Friday o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. Havia sempre muitas pessoas e congestionamentos enormes, já que a data abria o período de compras para o natal. O termo já foi associado com a crise financeira que atingiu os Estados Unidos em 1869. Também passou a ser usado em 1966 por milhares de pessoas em torno do mundo, mas só se tornou popular em 1975, quando o uso do termo passou a ser conhecido por meio de artigos publicados em jornais que abordavam a loucura da cidade durante o evento. (Fonte: Wikipedia)


Hoje já temos a Cyber Monday, que é um dia dedicado às compras pela Internet e que se celebra na segunda-feira depois da Ação de Graças.


No Brasil, a primeira Black Friday aconteceu no dia 28 de novembro de 2010 e foi totalmente online. A data reuniu mais de 50 lojas do varejo nacional. Em 2018, a Black Friday superou todas as expectativas do mercado e atingiu o volume de vendas, um crescimento de 11,2% quando comparado com o mesmo período de 2017 (considerando quinta a domingo) (Fonte: Exame.com)


A expectativa do varejo brasileiro na edição de 2019 é faturar R$ 3,67 bilhões –10,5% a mais que em 2018, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio). Se o valor for alcançado, será o maior crescimento registrado desde 2013. (Fonte: Poder360)


Porém, falar desses dados acima não é o que me interessa por aqui, porque isso é lugar comum. Me interessa refletir sobre a euforia.


Já uma coisa clara para mim. A euforia das ruas e dos vendedores não pode entrar nas estruturas estratégicas das empresas que planejam as ações e promoções. Isso é um alerta mas também uma constatação.


Não é porque o mercado está correndo que você também precise correr. Na hora que todo mundo tiver na loucura, é a sabedoria que vai se sobressair e fazer as coisas darem certo.

Ser estratégico não é apenas definir a estratégia certa, planejada (espero eu) antes da "grande data", mas sim a capacidade de permanecer no controle e nos altos e baixos que duram 3 dias a partir de sexta.


O Estrategista planeja e faz as coisas sairem da forma como planejou. Haverá mudanças de rota ao longo das 24h, claro, mas é preciso ter planos e velocidade, e não velocidade e torcida. Deixe isso para quando estivermos vestidos de consumidores, doidos e ansiosos pelas ofertas incríveis que se apresentam.


Ritmo estratégico em uma data de varejo é fundamental. Vivi algumas quando liderei um grupo de contas de shoppings center e, a data era um sucesso quando todas as lideranças dos shoppings tinham o balanço ideal entre execução e cumprimento das estratégias. Se as metas foram calculadas da maneira correta (e precisam sim ser agressivas) e o plano foi feito de maneira organizada e antecipada, agora é hora de otimizar as campanhas, ajustar palavras-chaves, entrar em oportunidades em Social, e identificar em tempo real oportunidades de contexto de acordo com o comportamento do usuário na rede. JÁ!


Dica de ouro e lugar comum (O óbvio às vezes precisa ser dito para lembrar): Nunca se esqueça de comparar preço, identificar reais necessidades e oportunidades para as compras. Cuide bem do seu dinheiro e exercite o consumo consciente.


Agora, corra porque as ofertas já começaram e estão acabando! rs

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